Florestas urbanas

Projetos e atividades:

Entre a cidade e a floresta

O que é?

 

O projeto Entre a Cidade e a Floresta nasceu do desejo do Instituto Refloresta em trabalhar com os remanescentes de Mata Atlântica na cidade de São Paulo. Assim, teve início uma aproximação com a região de Parelheiros, uma das regiões que concentram esses remanescentes. Essa aproximação se deu, primeiramente, contribuindo com seminários locais, em seguida, integrando o Conselho Gestor da APA Capivari-Monos e, finalmente, apresentando o projeto Sociobiodiversidade em Comunidades Tradicionais nas APAs do Município de São Paulo para apreciação do Fundo Especial do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Fema-SP).

 

Para a implantação do projeto, buscamos parcerias locais, fundamentais para a obtenção de resultados positivos e duradouros. A primeira parceria foi estabelecida com o terreiro de candomblé Angola Asé Ylê do Hozoouane e, em seguida, com a aldeia Guarani Mbya Tenonde Porã. Essas comunidades tradicionais preservam um complexo conjunto de conhecimentos herdados dos mais velhos por meio de mitos e símbolos, que são necessários à reprodução do seu modo de vida, intimamente ligado aos ciclos da natureza. Foi esse cenário urbano complexo e múltiplo que despertou o interesse em atuar no território por meio de um projeto que procurasse pesquisar, compreender e documentar um tipo de relação que se contrapõe à concepção da natureza como mercadoria.

 

Parelheiros é uma região de mananciais que guarda muitas áreas florestais ainda preservadas, praticamente inserida na mancha urbana da metrópole paulistana. A região é legalmente protegida por duas Áreas de Proteção Ambiental, as APAs Capivari-Monos e Bororé-Colônia, cobrindo uma área de 341 quilômetros quadrados, ou 20% do município de São Paulo, o que dá a dimensão de sua importância. Nela, brotam os cursos d’água que enchem os reservatórios Billings e Guarapiranga, responsáveis por 30% do abastecimento de água da capital.

 

Trata-se de uma região em que cidade e natureza estão muito próximas, convivendo num equilíbrio extremamente delicado – no qual a floresta, quase sempre, sai perdendo. Nesse contexto, as comunidades tradicionais atuam como uma espécie de cinturão de proteção à natureza. Ao divulgar sua história, seu cotidiano e seus saberes, pretendemos colaborar tanto para a preservação dos recursos naturais locais como para o fortalecimento dessas ricas e complexas culturas.

 

Durante o projeto Entre a Cidade e a Floresta, foram realizados encontros por meio de rodas de conversa, oficinas de educação ambiental, mutirões de plantio, oficinas de futuro e oficinas de foto e vídeo.

 

 

Vigência

 

Dezembro de 2012 a janeiro de 2013

 

 

Equipe

 

Coordenação: Christianne Godoy

Antropólogos: Aila Villela Bolzan e Pedro Ferreira

Educadores: Camila Mello e Pedro Arneiro

Monitores: Claudio Popygua, Everton Tupain Txumbai, Juscelino Xunu, Karai Tataendy, Kojadê (Emili Amorim Maciel), Monique Amorim Maciel e Vera Mirim (Claudio Pires Lima)

Editor da publicação: Marcelo Delduque

Diretor do vídeo: Gianni Puzzo

Produtor de eventos: Jodel Godoy Junior

 

 

Parceiros

 

Financiadores

Fundo Especial do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Fema)

 

Parceiros

Aldeia Guarani Mbya Tenonde Porã

Terreiro de Candomblé Angola Asé Ylê do Hozoouane

 

 

Imagens

 

Mapa: Locais de realização do projeto no território do município de São Paulo

 

 

Biblioteca

 

BOLZAN, Aila V. et al. (orgs.). Entre a cidade e a floresta: A vida e os desafios de comunidades tradicionais do extremo sul da cidade de São Paulo. São Paulo: Instituto Refloresta, 2013. (link externo)

Entre a cidade e a floresta - a vida e os desafios de povos tradicionais do extremo sul da cidade de São Paulo. Direção: Gianni Puzzo. São Paulo, 2012, 32 min. (link externo)

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Saiu na mídia

 

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Portal Catraca Livre, 24 de setembro de 2013

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